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Na terça, logo de manhã, Adriano estava no antiquário para trabalhar, priorizando a publicação da notícia do falecimento de Isaac em três jornais de grande circulação, como Lázaro pedira. Naquela tarde, Luis apareceu na loja perguntando com a mesma educação de sempre sobre a esfera dourada, uma situação que já era esperada por Lázaro. Ainda seguindo as orientações recebidas na noite anterior, Adriano pediu desculpas e disse que o objeto não estava no imóvel de Isaac e que Lázaro suspeitava que tinha sido roubado durante uma invasão na semana anterior. Luis lamentou o ocorrido, mas afirmou estar esperançoso que encontrassem a esfera. Para quem conhecesse a história, diria a Adriano que ele mentira, mas Adriano juraria de pé junto que quem mentiu foi Lázaro.
Em seu apartamento, Lázaro pensou qual motivo das coisas passarem a ficar estranhas após eles encontrarem a Bússola de Acre. Tentou se convencer que eram coincidências, mas era muito difícil. O pai previu a própria morte e citou apenas Luis como possível envolvido, além de ter dito claramente que o homem era maligno. Em suas reflexões, Lázaro teve um vislumbre: no enterro, Luis apareceu enquanto todos saíam e, mesmo se mostrando preocupado com a morte de Isaac, não participou do funeral. No funeral, o ritual netilat yadayim de lavar as mãos era um símbolo de que quem estava ali não tinha envolvimento com a morte da pessoa sepultada. Luis não ter lavado as mãos e ter sido citado por Isaac como provável envolvido se somavam como coincidências interessantes, mas Lázaro não conseguia aceitar que elas tinham relação. Apesar disso, precisava garantir que Adriano não iria falar algo que não deveria devido sua inaptidão para mentir, e acabou não confidenciando as informações que tinha sobre o provável homicídio.
Durante o dia, Lázaro ficou em seu apartamento, pensativo em sua cama. Precisava encaixar os eventos que começaram há pouco mais de dez dias e, relutante, começava a aceitar que o assassinato do pai não era mera suspeita. Ele não precisava ser imparcial como um investigador de polícia, além de saber que sua situação era de possível alvo, assim como fora seu pai.
Lázaro também não poderia ignorar o que sentira e o que vira. Ele sempre se considerou cético, mas havia muitas coisas estranhas acontecendo para supor que eram ilusões de uma mente cansada. Convencer-se de que Luis também era o invasor explicava por que várias joias do pai ficaram espalhadas pelo quarto em vez de serem furtadas, mas não explicava como ele ou alguém contratado entraria em uma casa sem deixar sinais em uma porta ou janela. Entendendo que o invasor era habilidoso, Lázaro pensou se alguém não poderia entrar em seu apartamento enquanto ele estivesse fora. Decidiu, assim, não sair. Era possível que Luis estivesse sondando outros prováveis lugares onde a Bússola estivesse para roubá-la e poderia ter percebido na fala de Adriano que ele não estava sendo sincero.
Enquanto aguardava o resultado da publicação do obituário, Andreia vinha quase todo dia perguntar se ele estava bem e se precisava de algo. A negativa de Lázaro em relação a necessidade de ajuda, respondida à porta entreaberta e presa com o pé, não tinha um resultado positivo para uma possível relação amistosa entre os dois. A moça criticava Lázaro, dizendo que ele deveria confiar mais nos vizinhos, mas era difícil. Ele tinha certeza que nos últimos dias alguém tentou entrar e Andreia era a primeira suspeita.
Na terça, logo de manhã, Adriano estava no antiquário para trabalhar, priorizando a publicação da notícia do falecimento de Isaac em três jornais de grande circulação, como Lázaro pedira. Naquela tarde, Luis apareceu na loja perguntando com a mesma educação de sempre sobre a esfera dourada, uma situação que já era esperada por Lázaro. Ainda seguindo as orientações recebidas na noite anterior, Adriano pediu desculpas e disse que o objeto não estava no imóvel de Isaac e que Lázaro suspeitava que tinha sido roubado durante uma invasão na semana anterior. Luis lamentou o ocorrido, mas afirmou estar esperançoso que encontrassem a esfera. Para quem conhecesse a história, diria a Adriano que ele mentira, mas Adriano juraria de pé junto que quem mentiu foi Lázaro.
Em seu apartamento, Lázaro pensou qual motivo das coisas passarem a ficar estranhas após eles encontrarem a Bússola de Acre. Tentou se convencer que eram coincidências, mas era muito difícil. O pai previu a própria morte e citou apenas Luis como possível envolvido, além de ter dito claramente que o homem era maligno. Em suas reflexões, Lázaro teve um vislumbre: no enterro, Luis apareceu enquanto todos saíam e, mesmo se mostrando preocupado com a morte de Isaac, não participou do funeral. No funeral, o ritual netilat yadayim de lavar as mãos era um símbolo de que quem estava ali não tinha envolvimento com a morte da pessoa sepultada. Luis não ter lavado as mãos e ter sido citado por Isaac como provável envolvido se somavam como coincidências interessantes, mas Lázaro não conseguia aceitar que elas tinham relação. Apesar disso, precisava garantir que Adriano não iria falar algo que não deveria devido sua inaptidão para mentir, e acabou não confidenciando as informações que tinha sobre o provável homicídio.
Durante o dia, Lázaro ficou em seu apartamento, pensativo em sua cama. Precisava encaixar os eventos que começaram há pouco mais de dez dias e, relutante, começava a aceitar que o assassinato do pai não era mera suspeita. Ele não precisava ser imparcial como um investigador de polícia, além de saber que sua situação era de possível alvo, assim como fora seu pai.
Lázaro também não poderia ignorar o que sentira e o que vira. Ele sempre se considerou cético, mas havia muitas coisas estranhas acontecendo para supor que eram ilusões de uma mente cansada. Convencer-se de que Luis também era o invasor explicava por que várias joias do pai ficaram espalhadas pelo quarto em vez de serem furtadas, mas não explicava como ele ou alguém contratado entraria em uma casa sem deixar sinais em uma porta ou janela. Entendendo que o invasor era habilidoso, Lázaro pensou se alguém não poderia entrar em seu apartamento enquanto ele estivesse fora. Decidiu, assim, não sair. Era possível que Luis estivesse sondando outros prováveis lugares onde a Bússola estivesse para roubá-la e poderia ter percebido na fala de Adriano que ele não estava sendo sincero.
Enquanto aguardava o resultado da publicação do obituário, Andreia vinha quase todo dia perguntar se ele estava bem e se precisava de algo. A negativa de Lázaro em relação a necessidade de ajuda, respondida à porta entreaberta e presa com o pé, não tinha um resultado positivo para uma possível relação amistosa entre os dois. A moça criticava Lázaro, dizendo que ele deveria confiar mais nos vizinhos, mas era difícil. Ele tinha certeza que nos últimos dias alguém tentou entrar e Andreia era a primeira suspeita.
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