10
Adriano devolveu a carta e foi embora. Após o amigo partir, Lázaro a pegou novamente. A carta seguia o padrão de correspondência que Isaac usava quando ia enviá-las pelo correio: folhas extras que eram colocadas por precaução de que não ficasse transparente o suficiente para desconhecidos lerem, porém, para que o destinatário usasse para responder. Neste caso, nenhum dos dois motivos faziam sentido: nem a carta foi postada e nem Lázaro a responderia. Confuso com a falta de informações, foi até a área de serviço fumar. Sentado em um banquinho velho, ficou pensando no que o pai diria em sua visão se ela não tivesse sido encerrada abruptamente; se diria que havia algo além da carta. Aquilo o incomodava ao ponto de começar outro cigarro, algo que não fazia.
Lázaro parou por uns instantes e teve um estalo na mente: lembrou da infância, do pai lhe ensinando brincadeiras incomuns. Uma delas era com uma vela. Começou a pensar no que o pai dizia: “Lázaro, sempre tenha em mente que seus segredos só estão seguros dentro da sua cabeça. Mas, se precisar compartilhá-los com alguém confiável, use...” tinta invisível, concluiu, em voz alta. A frase final do bilhete era uma orientação para Lázaro, pois a tinta invisível reagia com o calor da vela e se tornava escura e legível.
Para testar sua hipótese, Lázaro voltou até a sala e, com o seu isqueiro, passou a pequena chama sob as folhas em branco. Para alegria de Lázaro, as letras cursivas e elegantes começaram a aparecer.
“Meu querido filho,
Fico feliz em saber que você conseguiu ler o conteúdo dessa carta e que as coisas que lhe ensinei não foram esquecidas. Sua mãe havia me dito para confiar nesse aprendizado e que todas as coisas se encaminhariam quando fosse necessário.
Desde o falecimento de sua mãe, nosso relacionamento enfraqueceu. Você saiu de casa ao completar a maioridade e nunca mais tivemos uma conversa de pai e filho. Eu optei em aceitar sua posição, mas nunca quis que fosse assim. Por esse motivo, tive que abdicar de algumas coisas que eu tinha certeza que aconteceriam.
Hoje, escrevo essa carta pela certeza da iminência de minha morte. Não será de causa natural, e tenho certeza que se evitasse a minha morte, você seria o próximo alvo e nada poderia ser feito. Por isso essa carta é fundamental para te deixar preparado e informado sobre o que pode ocorrer no futuro.
A primeira coisa que você precisa saber é sobre a esfera dourada que está guardada em minha casa. Há muito tempo, pessoas diferentes têm procurado por ela e tentado comprá-la ou roubá-la, sem sucesso, pelo único desejo de usá-la para o mal. Nós a encontramos há muito tempo na cidade israelense de Acre e assumimos a missão de usá-la para encontrar artefatos que pudessem nos ajudar contra esse mesmo mal. Quando você partiu e nunca mais tentou reconciliação, pedi para que o Mão-de-Apoio da Ordem treinasse outras pessoas para a função e, assim, ele tem feito há dez anos.
Durante minha vida como Guardião da Bússola de Acre, a esfera dourada, encontrei alguns artefatos e creio ter sido um dos mais profícuos até hoje. Dos objetos que encontrei, dois eu criei um apego: um foi o cristal de quartzo que guardei junto com a Bússola de Acre. Eu o encontrei enterrado em um morro no Rio de Janeiro. Depois, pedi para um amigo confeccionar o suporte em aço inoxidável, dando a essa maravilhosa peça o aspecto de uma lupa. Foi rápido perceber que ele conseguia ver o que os nossos olhos não veem.
O segundo item que guardei foi a borduna que está no cofre. Foi uma grande aquisição para mim, que comprei em um leilão. O dono não sabia muita coisa sobre a peça, apenas sabia que estava na família há muito tempo. A peça não é igual a nenhuma borduna atualmente usada, nem mesmo seu material, que parece ser obsidiana. Fiquei anos indo a leilões procurando algum objeto que tivesse algo especial e, usando da lupa, encontrei essa borduna. Sua mãe disse que ela não corta bem coisas comuns, mas é perfeita para atingir aquilo que a lupa consegue ver com mais clareza. Por sorte, nunca precisei usá-la.
Há um terceiro artefato, mas não foi minha aquisição. Espero que ainda esteja contigo e que use diariamente. O anel que sua mãe lhe deu, que possui a inscrição em hebraico “deus vivo” existe há muito tempo e sempre era dado às mulheres grávidas da família de sua mãe como proteção contra um demônio chamado Abizou. Sua mãe usou até descobrir o câncer e quis passar para você, alegando que era um ótimo amuleto de proteção. Eu quero que você entregue a lupa junto com a Bússola ao próximo guardião e a borduna para Sara, como está em meu testamento.
Quanto a Bússola de Acre, o último a tentar comprá-la é um homem chamado Luis. Eu não o conheço, mas consegui perceber neste último ano que ele sabe o que eu guardo e que ele é maligno. Posso deixar aqui registrado nessa carta minha quase certeza de que Luis tem algum envolvimento em minha morte. Sabemos, ao assumir a função, que alguém pode nos matar e, por isso, temos evitado que saibam quem são os guardiões que assumirão a missão. Agora eu fico feliz em saber que não será você, mas preciso que convoque o próximo guardião para assumir a função que era minha.
Você precisa anunciar minha morte nos obituários de, pelo menos, três grandes jornais: um em Minas Gerais, um em São Paulo e um do Rio de Janeiro. São os três estados mais populosos e o guardião deve estar aguardando ser convocado em um dos três. Quando ele chegar, deverá dizer “Como um jovem manterá pura a sua vida?”, e você responderá “Sendo fiel às palavras de deus”. Procure na bíblia católica, salmo cento e dezenove. Com esse código, você saberá quem é o guardião, impedindo que a Bússola vá para outras mãos.
Espero que tudo o que você precisa para entregar a Bússola às mãos certas esteja nesta carta. Acredito que você não se negará a satisfazer esse último pedido ao seu falecido pai.
De quem sempre te amou, mesmo à distância,
P.S.: Queime esta carta após lê-la. Se alguém mal-intencionado encontrá-la, coisas horríveis podem ocorrer.”
Após terminar de ler a carta, Lázaro a rasgou em partes pequenas, colocou tudo em seu cinzeiro e queimou, tratando de anotar a lápis em seu bloco de telefones a orientação de publicar o falecimento de Isaac. Das frases que serviriam de senha, decorou a referência – o salmo cento e dezenove da bíblia católica. Enquanto isso, relembrava de coisas que se relacionavam com a carta. Ele lembrou que fora treinado para lutar, apesar de sempre ser proibido de usar esse conhecimento, tanto que nunca dera um soco sequer. Lembrou também que tivera um sonho com o anel de sua mãe durante algumas vezes após recebê-lo, ainda na adolescência. Era um homem de meia idade com as mãos calejadas pelo trabalho manual segurando o anel de sua mãe. Na verdade, ele era o homem no sonho. Não lembrava mais que isso, mas esse pequeno trecho o marcou muito. Apesar de ser também um sonho lúcido, não deveria ser o que o pai escrevera. O último ponto foi Isaac falar de sua mãe, atribuindo a mulher conhecimento sobre os objetos, como se ela pudesse saber só de olhar para eles, assim como a orientação dada por ela de confiar de que ele lembraria dos ensinamentos do pai após tanto tempo.
Sentindo-se cansado e melancólico com a quantidade de informações que precisava assimilar em menos de uma semana, Lázaro preferiu deitar-se. O sono veio rapidamente.
O sonho que tivera ainda na adolescência com o anel herdado da mãe retornou, mais vívido, com sons e cheiros. Lázaro acordou com a surpresa, mas preferiu tentar aproveitar mais uma das incontáveis bizarrices que estavam acontecendo em sua vida. Ao retornar para o sonho, ele olhava pelos olhos de um homem que entrava em uma cabana feita de grossos troncos sobrepostos e era iluminada pela luz da lareira e algumas velas. O homem fechou a porta com dificuldade, pois ventava muito e a chuva estava muito gelada. Ao entrar, ele sentia o conforto da lareira quente sobre seu corpo dolorido pelo frio.
Sem aproveitar do calor para se esquentar, ele se dirigiu a um quarto, segurando um anel dourado, o mesmo anel dourado deixado de herança por Ruth. No quarto havia uma mulher grávida jovem deitada na cama ladeada por moças mais jovens. Uma delas se levantou e foi até o homem ajuda-lo com o casaco molhado e pesado. Despido de peça tão desconfortável, ele conseguiu sentir o calor que mantinha o ambiente agradável ao ponto de as pessoas ali estarem com roupas mais simples e leves. Se aproximando da mulher acamada, ele esticou a mão pedindo a mão dela e, colocando o anel em sua mão, disse: “que o grande leão te proteja, minha esposa”. No mesmo instante, mudou sua perspectiva – Lázaro passou a ver pelos olhos da mulher e sentir o que ela sentia.
A mulher sentia dores por todo o corpo, como se tivesse doente. Ela olhou para o seu marido, um homem branco com cerca de cinquenta anos, com os dois cachos de cabelo ladeando o rosto chamados peiot se misturando com longa barba levemente grisalha. Ele vestia ainda um chapéu de pele chamado shtreimel e uma camisa de algodão cru e calças de lã muito úmidas e visivelmente pesadas com a água acumulada. O homem olhava para a esposa e sorria de felicidade. No instante que o homem pediu para as moças saírem e se sentou ao lado da esposa, ela bocejou e fechou os olhos. No mesmo momento Lázaro acordou.
Adriano devolveu a carta e foi embora. Após o amigo partir, Lázaro a pegou novamente. A carta seguia o padrão de correspondência que Isaac usava quando ia enviá-las pelo correio: folhas extras que eram colocadas por precaução de que não ficasse transparente o suficiente para desconhecidos lerem, porém, para que o destinatário usasse para responder. Neste caso, nenhum dos dois motivos faziam sentido: nem a carta foi postada e nem Lázaro a responderia. Confuso com a falta de informações, foi até a área de serviço fumar. Sentado em um banquinho velho, ficou pensando no que o pai diria em sua visão se ela não tivesse sido encerrada abruptamente; se diria que havia algo além da carta. Aquilo o incomodava ao ponto de começar outro cigarro, algo que não fazia.
Lázaro parou por uns instantes e teve um estalo na mente: lembrou da infância, do pai lhe ensinando brincadeiras incomuns. Uma delas era com uma vela. Começou a pensar no que o pai dizia: “Lázaro, sempre tenha em mente que seus segredos só estão seguros dentro da sua cabeça. Mas, se precisar compartilhá-los com alguém confiável, use...” tinta invisível, concluiu, em voz alta. A frase final do bilhete era uma orientação para Lázaro, pois a tinta invisível reagia com o calor da vela e se tornava escura e legível.
Para testar sua hipótese, Lázaro voltou até a sala e, com o seu isqueiro, passou a pequena chama sob as folhas em branco. Para alegria de Lázaro, as letras cursivas e elegantes começaram a aparecer.
“Meu querido filho,
Fico feliz em saber que você conseguiu ler o conteúdo dessa carta e que as coisas que lhe ensinei não foram esquecidas. Sua mãe havia me dito para confiar nesse aprendizado e que todas as coisas se encaminhariam quando fosse necessário.
Desde o falecimento de sua mãe, nosso relacionamento enfraqueceu. Você saiu de casa ao completar a maioridade e nunca mais tivemos uma conversa de pai e filho. Eu optei em aceitar sua posição, mas nunca quis que fosse assim. Por esse motivo, tive que abdicar de algumas coisas que eu tinha certeza que aconteceriam.
Hoje, escrevo essa carta pela certeza da iminência de minha morte. Não será de causa natural, e tenho certeza que se evitasse a minha morte, você seria o próximo alvo e nada poderia ser feito. Por isso essa carta é fundamental para te deixar preparado e informado sobre o que pode ocorrer no futuro.
A primeira coisa que você precisa saber é sobre a esfera dourada que está guardada em minha casa. Há muito tempo, pessoas diferentes têm procurado por ela e tentado comprá-la ou roubá-la, sem sucesso, pelo único desejo de usá-la para o mal. Nós a encontramos há muito tempo na cidade israelense de Acre e assumimos a missão de usá-la para encontrar artefatos que pudessem nos ajudar contra esse mesmo mal. Quando você partiu e nunca mais tentou reconciliação, pedi para que o Mão-de-Apoio da Ordem treinasse outras pessoas para a função e, assim, ele tem feito há dez anos.
Durante minha vida como Guardião da Bússola de Acre, a esfera dourada, encontrei alguns artefatos e creio ter sido um dos mais profícuos até hoje. Dos objetos que encontrei, dois eu criei um apego: um foi o cristal de quartzo que guardei junto com a Bússola de Acre. Eu o encontrei enterrado em um morro no Rio de Janeiro. Depois, pedi para um amigo confeccionar o suporte em aço inoxidável, dando a essa maravilhosa peça o aspecto de uma lupa. Foi rápido perceber que ele conseguia ver o que os nossos olhos não veem.
O segundo item que guardei foi a borduna que está no cofre. Foi uma grande aquisição para mim, que comprei em um leilão. O dono não sabia muita coisa sobre a peça, apenas sabia que estava na família há muito tempo. A peça não é igual a nenhuma borduna atualmente usada, nem mesmo seu material, que parece ser obsidiana. Fiquei anos indo a leilões procurando algum objeto que tivesse algo especial e, usando da lupa, encontrei essa borduna. Sua mãe disse que ela não corta bem coisas comuns, mas é perfeita para atingir aquilo que a lupa consegue ver com mais clareza. Por sorte, nunca precisei usá-la.
Há um terceiro artefato, mas não foi minha aquisição. Espero que ainda esteja contigo e que use diariamente. O anel que sua mãe lhe deu, que possui a inscrição em hebraico “deus vivo” existe há muito tempo e sempre era dado às mulheres grávidas da família de sua mãe como proteção contra um demônio chamado Abizou. Sua mãe usou até descobrir o câncer e quis passar para você, alegando que era um ótimo amuleto de proteção. Eu quero que você entregue a lupa junto com a Bússola ao próximo guardião e a borduna para Sara, como está em meu testamento.
Quanto a Bússola de Acre, o último a tentar comprá-la é um homem chamado Luis. Eu não o conheço, mas consegui perceber neste último ano que ele sabe o que eu guardo e que ele é maligno. Posso deixar aqui registrado nessa carta minha quase certeza de que Luis tem algum envolvimento em minha morte. Sabemos, ao assumir a função, que alguém pode nos matar e, por isso, temos evitado que saibam quem são os guardiões que assumirão a missão. Agora eu fico feliz em saber que não será você, mas preciso que convoque o próximo guardião para assumir a função que era minha.
Você precisa anunciar minha morte nos obituários de, pelo menos, três grandes jornais: um em Minas Gerais, um em São Paulo e um do Rio de Janeiro. São os três estados mais populosos e o guardião deve estar aguardando ser convocado em um dos três. Quando ele chegar, deverá dizer “Como um jovem manterá pura a sua vida?”, e você responderá “Sendo fiel às palavras de deus”. Procure na bíblia católica, salmo cento e dezenove. Com esse código, você saberá quem é o guardião, impedindo que a Bússola vá para outras mãos.
Espero que tudo o que você precisa para entregar a Bússola às mãos certas esteja nesta carta. Acredito que você não se negará a satisfazer esse último pedido ao seu falecido pai.
De quem sempre te amou, mesmo à distância,
Isaac Shlock
P.S.: Queime esta carta após lê-la. Se alguém mal-intencionado encontrá-la, coisas horríveis podem ocorrer.”
Após terminar de ler a carta, Lázaro a rasgou em partes pequenas, colocou tudo em seu cinzeiro e queimou, tratando de anotar a lápis em seu bloco de telefones a orientação de publicar o falecimento de Isaac. Das frases que serviriam de senha, decorou a referência – o salmo cento e dezenove da bíblia católica. Enquanto isso, relembrava de coisas que se relacionavam com a carta. Ele lembrou que fora treinado para lutar, apesar de sempre ser proibido de usar esse conhecimento, tanto que nunca dera um soco sequer. Lembrou também que tivera um sonho com o anel de sua mãe durante algumas vezes após recebê-lo, ainda na adolescência. Era um homem de meia idade com as mãos calejadas pelo trabalho manual segurando o anel de sua mãe. Na verdade, ele era o homem no sonho. Não lembrava mais que isso, mas esse pequeno trecho o marcou muito. Apesar de ser também um sonho lúcido, não deveria ser o que o pai escrevera. O último ponto foi Isaac falar de sua mãe, atribuindo a mulher conhecimento sobre os objetos, como se ela pudesse saber só de olhar para eles, assim como a orientação dada por ela de confiar de que ele lembraria dos ensinamentos do pai após tanto tempo.
Sentindo-se cansado e melancólico com a quantidade de informações que precisava assimilar em menos de uma semana, Lázaro preferiu deitar-se. O sono veio rapidamente.
O sonho que tivera ainda na adolescência com o anel herdado da mãe retornou, mais vívido, com sons e cheiros. Lázaro acordou com a surpresa, mas preferiu tentar aproveitar mais uma das incontáveis bizarrices que estavam acontecendo em sua vida. Ao retornar para o sonho, ele olhava pelos olhos de um homem que entrava em uma cabana feita de grossos troncos sobrepostos e era iluminada pela luz da lareira e algumas velas. O homem fechou a porta com dificuldade, pois ventava muito e a chuva estava muito gelada. Ao entrar, ele sentia o conforto da lareira quente sobre seu corpo dolorido pelo frio.
Sem aproveitar do calor para se esquentar, ele se dirigiu a um quarto, segurando um anel dourado, o mesmo anel dourado deixado de herança por Ruth. No quarto havia uma mulher grávida jovem deitada na cama ladeada por moças mais jovens. Uma delas se levantou e foi até o homem ajuda-lo com o casaco molhado e pesado. Despido de peça tão desconfortável, ele conseguiu sentir o calor que mantinha o ambiente agradável ao ponto de as pessoas ali estarem com roupas mais simples e leves. Se aproximando da mulher acamada, ele esticou a mão pedindo a mão dela e, colocando o anel em sua mão, disse: “que o grande leão te proteja, minha esposa”. No mesmo instante, mudou sua perspectiva – Lázaro passou a ver pelos olhos da mulher e sentir o que ela sentia.
A mulher sentia dores por todo o corpo, como se tivesse doente. Ela olhou para o seu marido, um homem branco com cerca de cinquenta anos, com os dois cachos de cabelo ladeando o rosto chamados peiot se misturando com longa barba levemente grisalha. Ele vestia ainda um chapéu de pele chamado shtreimel e uma camisa de algodão cru e calças de lã muito úmidas e visivelmente pesadas com a água acumulada. O homem olhava para a esposa e sorria de felicidade. No instante que o homem pediu para as moças saírem e se sentou ao lado da esposa, ela bocejou e fechou os olhos. No mesmo momento Lázaro acordou.
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